Ricardo Reis (1888 - 1939)
é um dos três heterônimos
mais conhecidos de Fernando Pessoa. Nascido
na cidade do Porto. Estudou num colégio
de jesuítas, formou-se em medicina
e, por ser monárquico, expatriou-se
espontaneamente desde 1919, indo viver no
Brasil. Era latinista e semi-helenista.
A
poesia de Ricardo Reis é constituída
com bases em ideias elevadas e odes, ou seja,
na poesia de Reis é constante o Neoclassicismo.
Para finalizar, podemos concluir que através
da intemporalidade das suas preocupações,
a angústia da brevidade da vida, a
inevitável Morte e a interminável
busca de estratégias de limitação
do sofrimento que caracteriza a vida humana,
Reis tenta iludir o sofrimento resultante
da consciência aguda da precariedade
da vida.
Temáticas:
Faz
o elogio do epicurismo e do estoicismo (busca
de uma felicidade relativa, mista de resignação
e moderado gozo de prazeres);
Aceita a calma da ordem das coisas;
Sofre com as ameaças do Fatum, da velhice
e da Morte;
Vê o rio como uma imagem da vida que
passa – efemeridade;
Considera a infância a idade ideal;
Defende o ideal de uma vida passiva e silenciosa;
Preconiza a carência das ideias dogmáticas
e filosóficas como meio de manter-se
puro e sossegado;
Opõe o paganismo ao cristianismo;
Estilo/ Linguagem:
Características
da estética clássica;
Vocabulário: óbolo, barqueiro,
sombra e rio;
Mitologia: Fatum;
Sintaxe da frase: hipérbato.
Verbos no Gerúndio, Imperativo, Conjuntivo.
(Fonte: Wikipédia, a enciclopédia
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