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- Da mais alta janela da minha casa

Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a Humanidade
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los
que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem
sabe quem os terá?
Quem sabe a que mãos irão?
Flor,
colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não
ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.
Ide,
ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é
sempre a que foi sua.
Passo
e fico, como o Universo.
ALBERTO CAIEIRO
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Alberto
Caeiro (16
de Abril de 1889 - 1915) é considerado o mestre
dos heterónimos de Fernando Pessoa, apesar da
sua pouca instrução.
Foi
um poeta ligado à natureza, que despreza e repreende
qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando
que pensar obstrui a visão. Proclama-se assim
um anti-metafísico. Afirma que, ao pensar, entramos
num mundo complexo e problemático onde tudo é
incerto e obscuro. À superfície é
fácil reconhecê-lo pela sua objetividade
visual, que faz lembrar Cesário Verde, citado
muitas vezes nos poemas de Caeiro por seu interesse
pela natureza, pelo verso livre e pela linguagem simples
e familiar. Apresenta-se como um simples "guardador
de rebanhos" que só se importa em ver de
forma objetiva e natural a realidade. É um poeta
de completa simplicidade, e considera que a sensação
é a única realidade.
Fernando
Pessoa formulou 3 princípios do sensacionismo:
Todo
objeto é uma sensação nossa;
Toda a arte é a convenção de uma
sensação em objeto;
Portanto, toda arte é a convenção
de uma sensação numa outra sensação.
E Caeiro foi o heterónimo que melhor interpretou
esta tese, pois só lhe interessava vivenciar
o mundo que captava pelas sensações, recusando
o pensamento metafísico.
Alberto
Caeiro duvida da existência de uma alma no ser
humano, quando diz "Creio mais no meu corpo do
que na minha alma...".
Caeiro é um poeta materialista, visto que crê
que o mundo exterior é mais certo do que o mundo
interior.
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* Henri-Émile-Benoît Matisse foi
um pintor, desenhista e escultor francês do Fauvismo,
um movimento artístico nascido em Paris por volta
de 1905. Nasceu em Le Cateau-Cambrésis, na Nord-Pas-de-Calais,
França em 31 de dezembro de 1869 e morreu em
Nice, França, em 2 de novembro de 1954.
Matisse,
era um escriturário, que ao descobrir a felicidade
que lhe proporcionava a prática da pintura durante
uma convalescência na qual lhe foi oferecida uma
caixa de tintas (ele tinha cerca de vinte anos de idade).
Depois de se restabelescer, inscreveu-se num curso de
desenho na escola Maurice-Quentin Delatour e começou
a participar no estúdio do mestre Duconseil.
A partir de 1890, depois de uma nova convalescência
decorrente de uma intervenção de apendicite,
Matisse abandonou o Direito para se dedicar à
sua vocação artística, e, em 1891,
estabeleceu-se em Paris, onde, depois de ser admitido
na escola des Beaux-Arts em 1895, passou a frequentar
o ateliêr de Gustave Moreau. Aí encontrou
Georges Rouault, Albert Marquet e teve a oportunidade
de visitar as exposições de Corot e de
Cézanne. Matisse, como outros artistas do movimento,
rejeitava a luminosidade impressionista, e usava a cor
como fator principal da pintura, levando-a as últimas
conseqüências. Argan dizia que a arte de
Matisse era feita para decorar a vida dos homens.Foi
considerado o artista do século em que viveu.
Em suas pinturas gostava de motivos repetitivos, usava
formas curvas. Usava cores variadas em suas pinturas.Este
inventou também a tecnica do "desenho com
tesoura"
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)
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