21-
Hora Absurda
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'HORA
ABSURDA'
(01)
O teu silêncio é uma nau com todas
as velas pandas…
Brandas, as brisas brincam nas flâmulas,
teu sorriso…
E o teu sorriso no teu silêncio é
as escadas e as andas
(04)Com
que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraíso…
(05) Meu coração
é uma ânfora que cai e que se parte…
O teu silêncio recolhe-o e guarda-o, partido,
a um canto…
(07 )Minha
ideia de ti é um cadáver que o mar traz
à praia…, e entanto
(08)Tu és
a tela irreal em que erro em cor a minha arte…
Abre todas as portas e que o vento varra a ideia
Que temos de que um fumo perfuma de ócio os salões…
Minha alma é uma caverna enchida p'la maré
cheia,
E a minha idéia de te sonhar uma caravana de
histriões…
(13)Chove
ouro baço, mas não no lá-fora…
É em mim… Sou a Hora,
E a Hora é de assombros e toda ela escombros
dela…
(15) Na minha
atenção há uma viúva pobre
que nunca chora…
No meu céu interior nunca houve uma única
estrela…
Hoje o céu é pesado como a ideia de nunca
chegar a um porto…
(18) A chuva miúda é
vazia… A Hora sabe a ter sido…
(19 )Não
haver qualquer coisa como leitos para as naus!…
Absorto
Em se alhear de si, teu olhar é uma praga sem
sentido…
(21 )Todas as
minhas horas são feitas de jaspe negro,
Minhas ânsias todas talhadas num mármore
que não há,
(23) Não
é alegria nem dor esta dor com que me alegro,
(24) E a minha
bondade inversa não é boa nem má.
Os feixes dos lictores abriram-se à beira dos
caminhos…
Os pendões das vitórias medievais nem
chegaram às cruzadas…
Puseram in-fólios úteis entre as pedras
das barricadas
E a erva cresceu nas vias férreas com viços
daninhos…
(29)Ah, como esta
hora é velha!… E todas as naus partiram!
(30)Na praia só
um cabo morto e uns restos de vela falam
De Longe, das horas do Sul, de onde os nossos sonhos
tiram
Aquela angústia de sonhar mais que até
para si calam…
O palácio está em ruínas…
Dói ver no parque o abandono
(33)Da fonte sem
repuxo… Ninguém ergue o olhar da estrada
E sente saudades de si ante aquele lugar-Outono…
(35)Esta paisagem
é um manuscrito com a frase mais bela cortada…
A doida partiu todos os candelabros glabros,
Sujou de humano o lago com cartas rasgadas, muitas…
(38)E a minha
alma é aquela luz que não mais haverá
nos candelabros…
(39)E que querem
ao lado aziago minhas ânsias, brisas fortuitas?…
Porque me afligo e me enfermo?… Deitam-se nuas
ao luar
(41)Todas as ninfas…
Veio o sol e já tinham partido…
(42)O teu silêncio
que me embala é a ideia de naufragar,
(43)E a ideia
de a tua voz soar a lira de um Apolo fingido…
(44) Já
não há caudas de pavões todas olhos
nos jardins de outrora…
(45)As próprias
sombras estão mais tristes… ainda
Há rastos de vestes de aias (parece) no chão,
e ainda chora
(47)Um como que
eco de passos pela alameda que eis finda…
Todos os ocasos fundiram-se na minha alma…
As relvas de todos os prados foram frescas sob meus
pés frios…
Secou em teu olhar a ideia de te julgares calma,
E eu ver isso em ti é um porto sem navios…
Ergueram-se a um tempo todos os remos… Pelo ouro
das searas
Passou uma saudade de não serem o mar…
Em frente
Ao meu trono de alheamento há gestos com pedras
raras…
Minha alma é uma lâmpada que se apagou
e ainda está quente…
(57)Ah, e o teu
silêncio é um perfil de píncaro
ao sol!
(58)Todas as princesas
sentiram o seio oprimido…
Da última janela do castelo só um girassol
Se vê, e o sonhar que há outros pões
brumas no nosso sentido…
Sermos, e não sermos mais!… Ó leões
nascidos na jaula!…
Repique de sinos para além, no Outro Vale…
Perto?…
(63)Arde o colégio
e uma criança ficou fechada na aula…
Porque não há-de ser o Norte o Sul?…
O que está descoberto?…
(65)E eu deliro…
de repente pauso no que penso… Fito-te
(66) E o teu silêncio
é uma cegueira minha… Fito-te e sonho…
Há coisas rubras e cobras no modo como medito-te,
E a tua ideia sabe à lembrança de um sabor
de medonho…
Para que não ter por ti desprezo? Porque não
perdê-lo?…
Ah, deixa que eu te ignore… O teu silêncio
é um leque -
Um leque fechado, um leque que aberto seria tão
belo, tão belo,
Mas mais belo é não o abrir, para que
a Hora não peque…
Gelaram todas as mãos cruzadas sobre todos os
paitos…
(74)Murcharam
mais flores do que as que havia no jardim…
O meu amar-te é uma catedral de silêncios
eleitos,
E os meus sonhos uma escada sem princípio mas
com fim…
(77)Alguém
vai entrar pela porta… Sente-se o ar a sorrir…
(78)Tecedeiras
viúvas gozam as mortalhas de virgena que tecem…
(79)Ah, o teu
tédio é uma estátua de uma mulher
que há-de vir,
(80)O perfume
que os crisântemos teriam, se o tivessem…
(81)É preciso destruir
o propósito de todas as pontes,
Vestir de alheamento as paisagens de todas as terras,
(83)Endireitar
à força a curva dos horizontes,
E gemer por ter de viver, como um ruído brusco
de serras…
Há tão pouca gente que ame as paisagens
que não existem!…
Saber que continuará a haver o mesmo mundo amanhã
- como nos desalegra!…
Que o meu ouvir o teu silêncio não seja
nuvens que atristem
O teu sorriso, anjo exilado, e o teu tédio, auréola
negra…
Suave, como ter mãe e irmãs, a tarde rica
desce…
(90)Não
chove já, e o vasto céu é um grande
sorriso imperfeito…
(91)A minha consciência
de ter consciência de ti é uma prece,
E o meu saber-te a sorrir é uma flor murcha a
meu peito…
Ah, se fôssemos duas figuras num longínquo
vitral!…
Ah, se fôssemos as duas cores de uma bandeira
de glória!…
Estátua acéfala posta a um canto, poeirenta
pia baptismal,
Pendão de vencidos tendo escrito ao centro este
lema - Vitória!
O que é que me tortura?… Se até
a tua face calma
(98)Só
me enche de tédios e de ópios de ócios
medonhos…
Não sei… Eu sou um doido que estranha a
sua própria alma…
(100)Eu fui amado
em efígie num país para além dos
sonhos…
FERNANDO
PESSOA
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ANÁLISE
LITERÁRIA
O
texto centra-se na pessoa do poeta, que se mostra angustiado,
torturado, desiludido. Dentro dele "chove ouro baço"
(v.13) ou seja, ele sabe
que todos os seus sonhos e anseios são irrealizáveis.
Ele é a Hora logo é o centro de tudo, tudo
se encontra voltado para ele próprio, é
ele o importante do momento, directamente visado pela
Hora Absurda.
O
ente a quem se dirige não é nomeado. Ele
designa o absoluto ansiado, o transcendente, o que existe
para além do material. Para o poeta ele é
um cadáver "Minha ideia de ti é um
cadáver que o mar traz à praia… és
a tela irreal" (vv.7-8),
alguém morto, é sonhado pelo poeta, irreal,
que não pode trazer qualquer solução
aos problemas do sujeito lírico. Apesar de tudo
o poeta sente-se ligado ao tu e serve-se de um conjunto
de metáforas para expressar essa ligação
(vv.1-4).
Na
realidade, o coração do poeta é desilusão,
ansiedade e amargura profunda "é uma ânfora
que cai e que se parte…" (v.5).
Mas ele aspiraria a que esse indizível, o absoluto,
representado pelo tu, fosse realidade e expressa esse
desejo logo no v. 1 quando
enuncia uma "nau com todas as velas pandas…".
Como é nas naus que se encontram as flâmulas,
é no silêncio que se encontra o sorriso e
o silêncio do tu é: "uma nau com todas
as velas pandas…" (v.1),
"a ideia de naufragar/E a ideia de a tua voz soar
a lira dum Apolo fingido" (vv.43-44),
"um perfil de píncaro ao sol" (v.57),
"uma cegueira minha" (v.66)
e "um leque… a Hora não peque"
(vv.70-72).
A
Hora é Absurda porque tem uma dupla dimensão
de ouro/baço, assombros/escombros, potencialidades
mas frustrações. Ele nunca desenvolverá
suficientemente as potencialidades que possui. A sua angústia
é profunda, não consegue aliviá-la
"Na minha atenção há uma viúva
pobre que nunca chora…" (v.15).
"A Hora sabe a ter sido…" (v.18)
porque o seu espaço interior é sempre passado,
sem nunca ter sido presente.
O
poeta deseja que houvesse caminhos, saídas de felicidade
para quantos procuram "Não haver qualquer
coisa como leitos para as naus!…" (v.19).
Ele procura a cada momento operar uma transmutação
alquímica na sua vida "Todas as minhas horas
são feitas de jaspe negro" (v.21),
tal como o jaspe negro teria por atribuição
transformar metais imperfeitos em preciosos.
O
paradoxo "Não há alegria nem dor esta
dor com que me alegro/E a minha bondade inversa não
é boa nem má…" (vv.23-24),
manifesta a angústia em face da impotência
que o aflige.
Os
versos 25 a 28 "Os feixes
dos lictores… com viços daninhos…"
demonstram que tudo acabou antes do tempo e por isso a
"hora é velha!…" (v.29)
com tudo o que ser velho implica: desilusão, angústia,
amargura, decepção. Ficaram apenas vestígios
que põem o poeta a sonhar com o paraíso
perdido "todas as naus partiram (v.29)
e "um cabo morto e uns restos de vela" (v.30).
O
poeta encontra-se mergulhado no mais profundo abatimento
e não se cansa de o referir "O palácio
está em ruínas… no parque o abandono/Da
fonte sem repuxo… aquele lugar-Outono…"
(vv.33-35). Delira, a própria
sintaxe acompanha esse delírio (v.38)
e logo relaciona a luz perdida com a própria alma:
"E a minha alma é aquela luz que não
mais haverá nos candelabros…" (v.39).
As raízes do seu mal são muito profundas
como revela a simbologia: as ninfas belas "já
tinham partido" (v.41-42);
as caudas dos pavões desapareceram nos "jardins
de outrora" (v.45);
as sombras "estão mais tristes…"
(v.46); as aias deixaram
"rastos de vestes" (v.47)
e assim por diante até ao verso 58.
Ele,
o poeta, tem todos os horizontes cercados, é a
criança que "ficou fechada na aula" (v.63),
com o colégio a arder. A sua mágoa fá-lo
delirar (v.65) , foram inúteis
todas as preces e murcharam as flores do jardim. Essa
mágoa é expressa através da hipérbole
"Murcharam mais flores do que as que havia no jardim…"
(v.74). Ele sabe-se investido
de grandes potencialidades mas tem consciência da
inutilidade de quaisquer esforços que faça.
A
sua angústia ameniza-se um pouco quando parece
haver uma esperança de solução à
vista "Alguém vai entrar pela porta…
Sente-se o ar a sorrir…" (v.77)
mas logo surge a imagem de "Tecedeiras viúvas"
que "gozam as mortalhas de virgens que tecem"
(v.78) e com elas o poeta
reocupa o lugar de desiludido.
A
indiferença, o alheamento do tu "o teu tédio"
(v.79), dá aos olhos
do poeta a imagem de coisa agradável "uma
estátua de uma mulher" (v.79),
"O perfume que os crisântemos" (v.80),
mas irreal "a mulher que há-de vir" (v.79)
e "O perfume que os crisântemos teriam, se
o tivessem…" (v.80)
e conclui ser preciso pôr de lado todo o esforço
de comunicação com o tu (vv.81-83).
Assim,
a Hora Absurda parece estar a dissipar-se, embora o absurdo
que a caracteriza não tenha desaparecido. O que
acontece é que o poeta parece assumir a angústia
que o aflige. A metáfora "grande sorriso imperfeito…"
(v.90) tem o sabor a algo
amargo, a que falta qualquer coisa, sugerindo uma posição
estóica perante a vida. Desiste de lutar contra
a angústia mas apesar de tudo, anseia pelo tu "A
minha consciência de ter consciência de ti
é uma prece" (v.91)
embora o saiba ilusão, inacessível. O seu
desejo é de que fossem ambos um só e que
a luta a travar já pertencesse ao passado. É
um angustiado, fadado para a desgraça, para o adiamento
contínuo da felicidade. Diz-se amado por representação,
não em pessoa real (em efígie), num país
que não existe "para além dos sonhos"
(v.100). Isso faz com que
até na face calma do tu ele só veja negatividade
(v.98).
Fonte:
http://lithis.net/p.php?id=40 |
PAUL KLEE
Suquet's'
Lariquet's e Francisquet's Thai Depp Paul Klee (Münchenbuchsee,
18 de dezembro de 1879 — Muralto, 29 de junho
de 1940) foi um pintor alemão;[1] nascido na
Suíça de estilo abstrato.
Quando
garoto, adorava ouvir os contos de fadas de sua avó,
muitos dos quais ela mesma ilustrava. Logo se interessou
por desenhar e pintar - mas sempre fantasia, nunca a partir
da natureza. A morte de sua avó, quando ele tinha
apenas cinco anos de idade, foi um golpe triste; sentiu-se
"abandonado, um artista órfão".
Klee
desenhava constantemente - em geral trabalhos fantásticos
e satíricos nas margens de seus livros de exercícios.
Nas férias, começava a desenhar paisagens
a lápis com esmerada exatidão e sombreado
sutil.
Em
setembro de 1898, beirando os 19 anos, ele partiu para
Munique para estudar arte. Apresentou-se na Academia,
mas foi aconselhado a freqüentar primeiro um escola
de arte particular. Klee juntou à escola Knirr
e produziu vários nus e retratos. Conheceu Lily
Stumpf, uma pianista, no outono de 1899, e suas afeições
tornaram-se arraigadas. No entanto, só se casariam
alguns anos depois.
Os
primeiros passos em direção ao movimento
que mais tarde ficaria conhecido como Expressionismo foram
dados nesta época. É notável que
as paisagens de Klee mudaram, perdendo sua objetividade
e tornando-se mais monumentais e românticas.
No
outono de 1901, Klee foi para a Itália com o escultor
Hermann Haller. Viajaram para Gênova, Nápoles,
Roma e Florença. A viagem foi uma revelação.
Naturalmente, Klee explorou os tesouros artísticos
da Itália. Ficou impressionado com os mosaicos
do começo da arte cristã, com a arquitetura
renascentista e os trabalhos de Michelangelo. Também
foi fortemente influenciado pelo gótico internacional,
como o manifestado por Fra Angelico. Durante esta viagem,
além da forte influência visual e estética
da pintura italiana, passou por um profunda revisão
de todas as suas crenças e teorias sobre arte.
Klee
não retornou a Munique, mas voltou para Berna.
Trabalhou duro para completar seus estudos, o que culminou
em uma série de quinze gravuras satíricas
a água-forte, altamente detalhadas. De vez em quando
ele visitava Munique, e durante uma dessas viagens, em
1904, encontrou os trabalhos de Beardsley, Blake, Goya
e Ensor. A influência de Goya, em particular, foi
extremamente forte.
Em
outubro de 1906, Klee retornou mais uma vez a Munique
para se casar com Lily Stumpf. Um filho, Felix, nasceu
em novembro de 1907. Neste estágio, sua carreira,
como as de muitos artistas, era uma mistura de "sucessos"
e "fracassos". Durante este período,
sua fascinação de toda a vida por linha
e tonalidade foi consolidada. Isto é particularmente
aparente nas 25 ilustrações que ele fez
para Candide, de Voltaire, em 1911 e 1912. Neste ínterim,
56 dos seus trabalhos foram expostos no Berne Museum,
na Kunsthaus, de Zurique, e em uma galeria em Winterthur.
Em 1911, ele conheceu Kandinsky e outros artistas do grupo
chamado Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul). Klee acreditava
que eles compartilhavam um impulso profundamente arraigado
para transformar a natureza em um equivalente do mundo
espiritual e pictórico.
Um
encontro ainda mais marcante, com Robert Delaunay, aconteceu
em Paris, em abril de 1912. Delaunay dava uma importância
igual e independente a cor, luz e movimento em seus trabalhos.
Em
resumo, Klee, nesta época, estava em contato com
a maioria dos artistas experimentais da Europa Ocidental,
muitos dos quais profundamente interessados na questão
da cor. Esta preocupação foi fomentada em
uma curta viagem à Tunísia em 1914. Cores
brilhantes e luz forte cristalizavam as idéias
de Klee sobre cor e tonalidades.
Depois,
a vida foi interrompida pela Primeira Guerra Mundial,
durante a qual Klee serviu como oficial. Embora tenha
produzido alguns trabalhos durante a guerra, ele não
começou a pintar seriamente até 1918. Nesta
época já estava ficando bem conhecido. Em
1919 assinou um contrato com Goltz, o comerciante de arte
que atuou como patrono de uma grande exposição
dos trabalhos de Klee em 1920.
Em
25 de novembro de 1920, o arquiteto Walter Gropius convidou-o
para juntar-se ao grupo Bauhaus. Então, em 1921,
Klee mudou-se de Munique para Weimar para assumir seu
papel de mestre de forma na oficina de artefatos de vidro.
Na década seguinte, Klee lecionaria nos institutos
de Weimar e Dessou Bauhaus.
Além
do aumento do reconhecimento e de várias exposições
na Europa, o trabalho de Klee atravessou o Atlântico
e foi exibido em Nova York, pela primeira vez, em 1924.
Em 1931, o pintor deixou a Bauhaus e foi nomeado para
a Düsseldorf Academy. A Bauhaus, nesta época,
foi forçada pelos nazistas a deixar Dessau e a
se estabelecer em Berlim. Em 1932, Klee foi violentamente
atacado pelos nazistas e, próximo ao Natal daquele
ano, retornou a Berna, onde desenvolveu sua fase artística
derradeira, baseada em um desejo por simplicidade. Agora
ele também se encontrava perto da pobreza, pois
seus recursos financeiros na Alemanha haviam sido confiscados.
Seus
trabalhos desse período são muito mais amplos,
com uma boa qualidade linear e traços geométricos
em negrito. Em 1934, aconteceu sua primeira exposição
inglesa, e uma ampla retrospectiva foi apresentada em
Berna em 1935. No mesmo ano, ele desenvolveu os primeiros
sintomas de escleroderma, uma rara doença de pele[1].
Por algum tempo sofreu de depressão, resultante
de sua doença, mas, em 1937, retornou o trabalho
com ímpeto e energia fenomenais. Enquanto isso,
na Alemanha, alguns de seus trabalhos foram expostos em
uma "exibição de arte degenerada",
e mais adiante 102 deles seriam confiscados de coleções
públicas.
Em
10 de maio de 1940, Klee foi acolhido por um sanatório
perto de Locarno e, menos de um mês depois, transferido
para a clínica Sant'Agnese. Morreu em 28 de junho
do mesmo ano.
Klee
experimentou a mistura de meios artístcos, usando
aquarela e pintura a óleo ou tinta, cola e verniz,
por exemplo. No entanto, nem sempre é possível
especificar o meio utilizado em alguns trabalhos.
Fonte: http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=klee
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