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17 - Não tenhas nada nas mãos


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Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória na alma,

Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último,

Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.

Que trono te querem dar
Que*Átropos to não tire?

Que louros que não fanem
Nos arbítrios de *Minos?

Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra

Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada.

Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.

Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio.

RICARDO REIS

19 de Junho de 1914

*Átropos

Em Roma, as Parcas (equivalentes às Moiras na mitologia grega) eram três deusas: Nona (Cloto), Décima (Láquesis) e Morta (Átropos).

Determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Júpiter (Zeus) podia contestar suas decisões. Nona tecia o fio da vida, Décima cuidava de sua extensão e caminho, Morta cortava o fio. Eram também designadas fates, daí o termo em ingles "fate"(destino) é interessante notar que em Roma se tinha a estrutura de calendário solar para os anos, e lunar para os atuais meses. A gravidez humana é de nove luas, não nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até a nona lua; Décima representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento.

*Minos

Na mitologia grega, Minos foi um rei da ilha de Creta semi-lendário, filho de Zeus e de Europa. A civilização minóica teve esse nome derivado de Minos.
De acordo com a mitologia, depois de morto, Minos desceu ao mundo subterrâneo onde se tornou um dos juizes dos mortos. No poema épico Inferno de Dante, Minos ouve as confissões dos mortos e designa-os a um círculo e subcírculo específico, de acordo com a falta mais grave relatada.

Em parte devido ao fato de não ter sido decifrada a escrita minóica (*linear A), não é certo se "Minos" é um nome ou se seria a palavra cretense para "rei". Estudiosos fazem notar a interessante semelhança entre "Minos" e os nomes de outros primeiros reis da antiguidade, como Menés – do Egito, Mannus – da Alemanha, Manu – da Índia etc. Segundo evidências ele pode ter existido e vivido por volta de 1.500 a.C. e unificado os Minóicos em um só governo, e construído a primeira armada minóica que foi destruida 30 anos depois pela erupção do vulcão Santorini.

*Escrita Linear A era uma forma de escrita, ainda não decifrada, utilizada na Creta antiga. O linear B, com que é relacionado, foi decifrado nos anos 1950 por Michael Ventris, que descobriu tratar-se de uma forma antiga do grego. Embora as duas escritas tenham diversos símbolos em comum, a aplicação ao linear A das sílabas associadas com o linear B produz palavras sem ligação com nenhuma língua conhecida. A língua, chamada minóica ou eteocretense, corresponde a um período da história de Creta anterior às invasões dos gregos micênicos, ocorridas em 1400 a.C..


Juarez Machado
(Joinville, 16 de março de 1941) é um artista plástico brasileiro. Além de dedicar-se à pintura, é também escultor, desenhista, caricaturista, mímico, designer, cenógrafo, escritor, fotógrafo e ator.

Em 1954 mudou-se para Curitiba, matriculando-se na Escola de Música e Belas-Artes do Paraná. Recém-formado, em 1964 realizou sua 1ª mostra individual na Galeria Cocaco, de Curitiba, iniciando uma carreira de grande sucesso. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1966, onde residiu por vinte anos. Através de seus desenhos de humor, projeta-se nacionalmente. Além do desenho e da pintura, fez incursões pela mímica, cenografia, programação visual, ilustração e escultura. Foi chargista dos principais jornais brasileiros e mímico no programa Fantástico, da TV Globo. No final dos anos 70 voltou-se totalmente para a pintura.

Pretendendo internacionalizar seu trabalho, em 1978 Juarez viajou a Nova Iorque, Londres e, finalmente, foi para Paris, onde fixou residência em 1986 e montou ateliê, sem prejuízo dos ateliês já instalados no Rio de Janeiro e em Joinville.

Juarez Machado recebeu inúmeros prêmios, tanto no Brasil como no exterior. Tem feito exposições freqüentes nos Estados Unidos e na Europa.

Nas palavras de Isaac Ortizar, celebra-se na obra de Juarez Machado um hino à mulher sofisticada, intimista e sensualmente poético: " A mulher para Juarez Machado é o tema e também a atmosfera de suas pinturas....sua obra vem assim renovar a leitura de um tema clássico, para libertar através dele novas nuances claramente inspiradas pelo espírito dos nossos dias, e também por uma ambientação retro".

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