PHOTO ALBUM - I
 II
 III
 

O Palais du Louvre é um antigo palácio Real da França, localizado em Paris, na margem direita do Sena. Fica entre os Jardins das Tulherias e a igreja de Saint-Germain l'Auxerrois. A suas origens remontam a quase um milénio atrás, sendo a sua história indissociável da de Paris. A sua estrutura tem evoluído por etapas desde o século XVI.

O Louvre, cujo nome derivou da palavra franca leovar ou leower, que significa lugar fortificado de acordo com o historiador francês Henri Sauval (1623-1676), foi a sede do poder na França até ao reinado de Luís XIV, quando este se mudou para o Château de Versailles, em 1682, levando a encenação governamental consigo; o Louvre permaneceu como a sede formal do governo até ao final do Ancien Régime.

O Palácio do Louvre acolhe, actualmente, o Museu do Louvre, um dos mais ricos e famosos museus de arte do mundo.

***

O Museu do Louvre (Musée du Louvre), instalado no Palácio do Louvre, em Paris, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées, e dá forma assim ao núcleo onde começa o Axe historique.

O Palácio do Louvre foi a sede do governo monárquico francês desde a época dos Capetos medievais, tendo sido abandonado por Luís XIV em favor do Palácio de Versalhes. Parte do palácio real do Louvre foi aberta primeiramente ao público como um museu em 8 de Novembro de 1793, durante a Revolução Francesa. Mesmo após a Restauração dos Bourbons, permaneceu como museu.

É onde se encontra a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo, enormes coleções de artefatos do Egito antigo, dos artistas clássicos da Europa como Ticiano, Rembrandt, Goya, Rubens ou Renoir, numa das maiores mostras do mundo da arte e cultura humanas.

Foi o museu mais visitado do mundo em 2007, com 8,3 milhões de visitantes.

Vista do Museu do Louvre e sua pirâmide.

Origem do nome

A primeira fortaleza do Louvre, durante o reinado de Filipe II, foi construído num local chamado de Lupara, cuja etimologia é desconhecida. No entanto, uma hipótese amplamente admitida aproxima-a do temo latino lupus, o que deixa supôr que o dito lugar seria habitado por lobos.

Uma outra hipótese faz remontar a origem do nome de Louvre ao francês arcaico lauer ou lower que significava "torre de guarda".

É, no entanto, do saxão (e não do francês antigo) - consequência directa da ocupação dos "Francs saliens" (ou sicambrianos: Meroveu, Childerico, Clóvis...), cuja língua era germânica e não latina - que Henri Sauval (historiador francês 1623-1676) deduz a origem da palavra "Louvre". Nesta língua, que já forneceu a etimologia de numerosos nomes de lugares da região de Parisis (Stains derivado de Stein; Château du Mail de Mâhl, nome que significa "assembleia" na língua franca; Ermenonville de Ermenoldi Villa...), a palavra "leovar, lovar, lover, leower ou lower" significa castelo ou campo fotificado.

No século V, os povos anglo-saxões, com o acordo explícito do Império Romano, tomam posse do Norte da Europa Ocidental. Constituem-se, então, em comunidades encarregadas pelo Império de defendê-lo na eventualidade de um ataque exterior. Foi, de resto, em 463 que Childerico e Aegedius afastaram os Visigodos em Orleães.

Posteriormente a integração ganhou raízes, processo que foi acelerado pela inegável decadência do Império. É então que os novos sicambrianos descem com Meroveu até às planícies do Parisis; os Francos confraternizando com os da sua nação que já ali se encontravam. Constituíam, nesta época, um grupo suficientemente poderoso para se estender até à Lutécia. Se não chegam a tomar conta do lugar, erguem, ao menos, os seus próprios muros, o sólido estabelecimento do qual falamos: um "lower", um campo fortificado. Este "lower" já devia existir na margem direita do Sena nos tempos de Meroveu e deve ter representado uma ameaça constante durante os dez anos de cerco que a capital conheceu nos tempos da Santa Genoveva.

A *Lutécia, armada e defendida, foi o primeiro obstáculo sério que Clóvis encontrou, pois a cidade representava para ele a chave do resto do território. O cerco, por falta de meios para um ataque de grande envergadura, acabou por não ser mais que um bloqueio, o qual teve fim com a conversão de Clovis ao Cristianismo.

*Lutécia é o antigo nome da cidade de Paris, na França.

Esse nome foi dado à cidade pelos romanos, pois quando ali chegaram, não passava de uma vila de pescadores que viviam do rio Sena. Como o rio cobria a vila ao encher e deixava tudo coberto de lama ao secar, deram à cidade o nome Lutécia (Lutece, em francês), que significa lama em latim.

Pode supôr-se a importância que teria para os *Merovíngeos um tal campo fortificado. Este célebre "lower" permitia-lhes, mesmo deixando lá apenas algumas tropas, ter a cidade em respeito, cortar-lhes os alimentos e servir de ponto de apoio se estes tentassem eum ataque sério.

*Os merovíngios foram uma dinastia franca saliana que governou os francos numa região correspondente, grosso modo, à antiga Gália da metade do século V à metade do século VIII.

Houve, na sequência desta ocupação persistente, duas cidades face a face: a cidade galo-romana de um lado e a instalação franca, continuamente reforçada, do outro.

Por conseguinte, foi muito provavelmente a partir deste nome de campo fortificado que os francos, de "leowar" ou "lower" (a sua forma anglo-saxónica) fizeram evoluir para "Luver", "Luvre" e por fim "Louvre", o nome actual que já se encontrava numa carta de 1198. A amálgama foi feita em seguida pela semelhança com "louvre", palavra derivada do latim vulgar lupara, louve ou louverie. Efectivamente, a floresta estendia-se até aos arredores periféricos da actual capital e está comprovada a presença de canídeos às portas da cidade.

Em seguida, Clovis e os seus sucessores não esqueceram que o seu domínio foi exercido, inicialmente, sobre a margem Norte do Sena. Enquanto negligenciavam o desenvolvimento de Paris da outra margem, que lhes resistiu por tanto tempo, criaram na margem direita uma cidade rival: uma nova Paris. Taranne, nas suas notas de tradução do poema de Abbon, faz a seguinte observação: Paris, cidade galo-romana, havia crescido consideravelmente a Sul; Paris, cidade franca, estendeu-se mais para Norte.

A cidade crescia a cada dia em direcção ao Norte quando se encontrou sob a ameaça de uma outra conquista, da qual só lhe restaria ruínas e desolação. Os Normandos, que podiam subir o Sena sem obstáculos, fizeram de Paris, pelo menos durante cinquenta anos, o seu principal destino de conquista. Para dar um ponto de apoio aos seus ataques - e aproveitrando que os parisienses ainda não tinham retomado para a defesa o lugar do qual já se haviam servido para atacá-los - foi no local do antigo campo forte de Clovis (e em volta de Saint-Germain-le-Rond, actual Igreja de Saint-Germain-l'Auxerrois de Paris), que os Normandos se estabeleceram. As suas muralhas constituiam um sólido abrigo. Tratava-se de uma verdadeira fortaleza defendida por largas paliçadas, uma muralha em pedra e largos fossos. A chegada do Imperador com um exército considerável não mudou nada, e isto mais por covardia que por imposição militar: em lugar de terminar com a invasão com um ataque decisivo, Carlos, o Gordo negociou com os Normandos. pagou-lhes um tributo desmedido em troca da sua partida! Um resgate, de qualquer forma. No entanto eles regressaraiam durante vinte anos, até que foi cedido a Rollon, o seu chefe, o território actualmente chamado de Normandia (911 - Tratado de Saint-Clair-sur-Epte).
Mais tarde, próximo do local onde Clovis havia acampado, encontrava-se um dos fornos mais conhecidos de Paris: "Furnus de Lovres", como é chamado no Livre Noir (Livro Negro), datado de 1203. Este localizava-se numa grande rua paralela ao Sena, a qual atravessava toda a cidade da margem direira, prolongando-se para Oeste através da cidade nova, onde tomava o nome de Rua Saint-Honoré.

Depois da passagem devastadora dos Normandos foi necessário reconstruir, tendo sido pela paróquia de Saint-Germain l'Auxerrois que essa reconstrução começou. Este edifício fica actualmente situado em frente da colunata do Louvre. Opõe-se simetricamente à actual câmara municipal do primeiro arrondissement, com um campanário em estilo gótico flamejante ao centro; imagens, entre tantas outras, do "Pastiche" do século XIX.

O Rei Roberto reconstruiu esta basílica, cujas ruínas haviam sido muito mal reparadas. O quarteirão, do qual Saint-Germain era o centro, tinha-se tornado uma espécie de Paris nova unida aos flancos da antiga.

Foi com a sua partida para as cruzadas, em companhia de Ricardo, Coração de Leão, que Filipe II resolveu, em 1190, proteger a sua cidade de qualquer ataque exterior - e nomeadamente dos seus parentes e, no entanto, pretendentes ao trono de França: os Plantagenetas. O novo recinto, cuja contrução durou quase vinte anos, passou a cercar a Paris antiga e moderna, prolongando-se até ao local onde Clovis e os Normandos já haviam possuído o seu feudo. A consonância da palavra permaneceu nas memórias e o lugar tornou-se no antigo "luver" ou "luvre" definido previamente. Foi portanto, muito naturalmente, que Filipe II decidiu edificar na orla desta muralha aquela que se tornaria na fortaleza de Paris por excelência e, mais tarde, num dos mais prestigiados palácios do mundo.

O MUSEU

O Louvre é um dos maiores e mais famosos museus do mundo, com uma riquíssima herança da França desde os antigos reis Capetos, passando pelo império de Napoleão Bonaparte até aos nossos dias.

O Louvre é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux. Atrai por ano milhões de visitantes de todo o mundo, que chegam para apreciar a sua valiosa colecção de arte.

Só a coleção do Barão Edmond de Rothschild (1845-1934), doada ao Louvre em 1935, preenche uma sala de exposição, contendo mais de 40.000 gravuras, cerca de 3.000 desenhos e 500 livros ilustrados.

Além da arte, o Museu do Louvre tem mais exposições sobre diversos assuntos, tais como arqueologia, história e arquitetura. Tem uma grande coleção de móveis, e entre as peças mais espetaculares estava o Bureau du Roi do século XVIII, agora de novo no Palácio de Versal

ARTE HELENÍSTICA

Arte helenística é o termo aplicado à arte e arquitetura gregas ou de inspiração grega a partir do final do século IV até o final do século I a.C. Um grande número de conhecidas obras de arte gregas, tais como Laocoonte e seus filhos, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia, são deste período.


No período helenístico, quando a civilização grega espalhou-se através do Mediterrâneo e Oriente Próximo, algumas obras, como a Vênus de Milo (150 a.C.), preservaram as antigas tradições. A Vitória de Samotrácia (200 a.C.) é grandiosa na percepção e cheia de vida. Um sentimento pleno de emoção e movimento aparece na batalha dos deuses e gigantes no grande altar de Zeus, em Pérgamo (século III a.C.), hoje em Berlim, e no grupo de Laocoonte, bem mais tardio, no Vaticano.

A pintura do período helenístico é bem conhecida a partir dos túmulos do sul da Rússia, Macedônia e Alexandria, bem como através de cópias encontradas nos sítios arqueológicos de Herculano e Pompéia. Certos mosaicos, contudo, demonstram a grandiosidade da pintura do período. Um exemplo é o Mosaico de Alexandre, descoberta em Pompéia, é baseada em uma pintura helenística.

A cultura helenística logo desenvolveu uma arte pela arte, tornando-se mais decorativa e suntuosa. Os elementos religiosos passaram a segundo plano. Segundo Plínio, a arte helenística estava em todos os lugares, de casas até sapatarias.

A maior preocupação dos helenísticos era a fidelidade com a realidade e eles tendiam a pintar ações dramáticas e violentas. Esse estilo é exemplificado nas esculturas do período.



Escultura no Louvre: Vitória de Samotrácia (200 a.C.) em comemoração da vitória naval grega em Rodes

Vitória de Samotrácia também conhecida como Niké de Samotracia é uma escultura que representa a deusa Atena Niké (Atena que traz a vitória), cujos pedaços foram descobertos em 1863 nas ruinas do Santuário dos grandes deuses de Samotrácia, na ilha do mesmo nome, no Mar Egeu. Fazia parte de uma fonte, com a forma de proa de embarcação, em pedra calcárea, doada ao santuário provavelmente pela cidade de Rodes. Actualmente está em lugar de destaque numa escadaria do Museu do Louvre, em Paris (França). Em grego, o seu nome é Nike tes Samothrakes .

História

Produzida por um escultor desconhecido, provavelmente da ilha de Rhodes, acredita-se que a estátua foi confeccionada entre 220 e 190 a.C.. Quando de sua descoberta em Samotrácia, em 1863, acreditou-se que seu patrocinador teria sido o general e rei Demétrio I da Macedónia, chamado Poliorcetes, após sua vitória em Chipre entre 295 e 289 a.C, mas evidências encontradas em novas escavações mostram que o pedestal foi erigido provavelmente perto do ano 200a.C. e provavelmente para comemorar uma vitória naval de Rhodes. As semelhanças com figuras e drapeados da vestimenta de esculturas do Altar de Pérgamo (c.170 a.C.) são grandes.

A Vitória foi descoberta pelo consul e arqueologista amador francês Charles Champoiseau em abril de 1863, que a enviou para Paris no mesmo ano. Em novas escavações, alguns anos depois, descobriu a proa da embarcação que hoje sustenta a estátua na Escadaria Darú[1]. Em 1948 foi descoberta a mão elevada em saudação, que encaixou em um outro fragmento de dedo existente em Viena, estabeleceu a moderna reconstrução, que repousa em uma caixa de vidro no Louvre.

Influênncia

Apesar dos danos significativos e de estar incompleta, é considerada uma das grandes sobreviventes do período helenístico. Mostra maestria na forma e no movimento, que impressionou críticos e artistas desde sua descoberta. É particularmente admirada por seu naturalismo e pela fina realização dos drapeados. É considerado um dos grandes tesouros do Louvre.

É também um ícone cultural, explorado por outros artistas em vários contextos.

VÊNUS DE MILO



VÊNUS DE MILO
A Vênus de Milo, uma das mais célebres estátuas de todos os tempos, obra de Alexandros de Antióquia, atualmente no Louvre

A Vênus de Milo é uma famosa estátua grega. Ela representa a deusa grega Afrodite, do amor sexual e beleza física, tendo ficado no entanto mais conhecida pelo seu nome romano, Vénus. É uma escultura em mármore com 203 cm de altura, que data de cerca de 130 a.C., e que se pensa ser obra de Alexandros de Antióquia.

Em 1820 a escultura foi encontrada na ilha de Milo, no Mar Egeu, por um camponês chamado Yorgos Kentrotas. Poucos dias depois o camponês encontrou-se com oficiais franceses, Jules Dumont d'Urville e Matterer, que estavam explorando a ilha, e ofereceu a escultura por baixo preço. A Vênus estava quebrada ao meio, mas ainda possuía os braços. As mãos, danificadas, também estavam separadas do corpo. Fazia parte da obra ainda um plinto com inscrições. Identificando a escultura como a Vênus vencedora do concurso de beleza julgado por Páris, e reconhecendo sua importância como obra-prima, d'Urville desejou levá-la imediatamente para seu navio, mas seu capitão, alegando falta de espaço a bordo, recusou-se a atendê-lo.

Chegando em Constantinopla, d'Urville descreveu o achado ao embaixador francês, o Marquês de Rivière, que enviou um representante para comprá-la para a França. Neste ínterim, o camponês Yorgos achou que os franceses tardavam demais, e pressionado por um sacerdote local, ofereceu a peça para ele. Quando a escultura estava sendo embarcada para a Turquia, onde seria oferecida a um tradutor da corte de Constantinopla, os franceses chegaram, e persuadiram os locais para que mantivessem o acordo de compra anterior. Durante sua transferência para o barco a escultura foi arrastada através de pedras e danificou-se, perdendo o que restava dos braços, e os marinheiros se recusaram a voltar atrás para recuperá-los.

Chegando por fim a Paris, a estátua foi remontada, mas os fragmentos remanescentes dos braços e das mãos, considerados restaurações posteriores por causa de seu acabamento inferior, foram descartados. Contudo hoje se sabe que as estátuas gregas muitas vezes não recebiam acabamento por igual em todas as partes, e um polimento mais fino era reservado às partes que ficavam mais visíveis.

A obra havia sido anunciada na França como sendo de Praxiteles, um dos grandes criadores do classicismo grego, e o plinto com as inscrições de início foi considerado parte integral do conjunto. Mas depois de ser traduzido e datado, revelou a autoria de Alexandros de Antióquia, causando embaraço aos peritos que a haviam atribuído a Praxiteles, os quais imediatamente passaram a considerá-lo também um acréscimo posterior. O plinto misteriosamente desapareceu pouco antes de a estátua ser oferecida ao rei Luís XVIII da França, em 1821, sobrevivendo apenas em uma descrição e em dois desenhos da época, que permitiram a atribuição correta atual. O rei eventualmente presenteou-a ao museu do Louvre em Paris, onde está agora.

FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Louvre

Previous | Home | Next
This site is designed for high speed internet access and a screen setting of 800x 600 pixels.

Menu

Da Capo
Alps
Paris
Album I
Album II
Album III
Sitemap
Guestbook