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REDONDO -

Esta é a porta do castelo do Redondo que deu o nome a um dos vinhos mais bebidos em Portugal.

Município português, pertencente ao distrito de Évora, compreendendo 2 freguesias (Redondo e Montoito). Em termos demográficos, a população, em 1991, era constituída por cerca de 7900 residentes para uma área bruta de 370 km2 e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de -34%.

A economia municipal assenta na agro-pecuária, silvicultura, comércio retalhista, indústria alimentar e de faianças, destacando-se ainda o papel da administração local.

Localizada a nordeste da cidade de Évora e a sul da cidade de Estremoz, a vila do Redondo é sede de município e registrava uma população de cerca de 3600 residentes em 1991.

Património

O património edificado mais importante inclui o que resta do castelo (mandado edificar por D. Dinis, em 1319), o convento de São Paulo Eremita (de raiz quinhentista, nele esteve recolhido o rei D. Sebastião antes de partir para Alcácer Quibir), as igrejas matriz (com reconstrução do século XVII) e do convento de Santo António (com azulejos do século XVIII), e o castelo de Valongo (de origem remota), em Montoito. Uma extensa área da serra de Ossa constitui o elemento mais significativo do património natural.


HISTÓRIA E PATRIMONIO ARQUEOLÓGICO

A zona que hoje corresponde à delimitação territorial do concelho de Redondo, tem sido habitada desde épocas remotos, como o comprovam os numerosos monumentos megalíticos existentes na região. Segundo a lenda, a fundação da vila está relacionada com o Penedo Redondo que existiu no primitivo amuramento medieval.

A sua formação administrativa deve-se a D. Afonso III; que segundo alguns historiadores lhe concedeu foral em 1250. Foi fortificada por D. Dinis que lhe outorgou carta foralenga de 1318, à qual D. Manuel, acrescentou privilégios de Leitura Nova em 1517. Povoação fortificada por D. Dinis em 1319, que lhe construiu o castelo e o circuito amuralhado, sofreu um grave desacato no ano de 1381, durante as malfadadas guerras fernandinas contra Castela, sendo saqueada por um corpo auxiliar do exército inglês do conde de Cambridge - Edmundo, do comando do general Maao Borni. Um dos mais célebres fronteiros e alcaides de Redondo foi o aventuroso cavaleiro-justador João de Melo, filho do guarda-mor de D. João I, Martim Afonso de Melo, também alcaide-mor de Évora, que teve aquela mercê dada por D. Duarte, em 15-IV-1438. Nas suas andanças por Castela e Flandres, tomou-se lendário pelas façanhas cometidas entre León e Astorga, contra o mantenedor Sueiro de Quiñones, e em Gant, perante a corte de Filipe-o-Belo, duque de Borgonha. Ocupou, ainda, os cargos de conselheiro e copeiro-mor de D. Afonso V, teve o senhorio de Pavia e a Alcaidaria de Serpa, de juro e herdade, dádiva esta que se prolongou, por séculos, na sua descendência. O mesmo monarca o amerceou com umas casas sobre o muro quebrado da cerca velha de Évora, no ano de 1464.

Património da coroa, foi doada, em 1500, ao capitão e herói de Arzila, D. Vasco Coutinho, que recebeu a benesse de D. Manuel, dada por carta de 2-VI-1500, sendo já conde de Borba desde 3-II-1485.

No início do Séc. XV a vila de Redondo, outrora um ponto obrigatório de escala para os viajantes de Évora, Vila Viçosa e Alandroal, estava praticamente despovoada. A pedido dos procuradores da vila D. João I, em 1418, proibiu o uso de outras estradas naquele circuito, obrigando todos os viajantes a passarem por esta vila. A expansão da vila deu-se a partir de 1463 uma vez que a cerca do castelo estava completamente povoada, foi decidida, por alvará régio, que a zona do Arrabalde fosse habitada, ficando os moradores desta zona com os mesmos privilégios e liberdades que os moradores da cerca do Castelo. No ano de 1762, durante os sobressaltos da Guerra do Pacto da Família, julgou-se útil reforçar a vila com algumas obras de fortificação, que completassem as trincheiras aprofundadas no período da Guerra da Sucessão de Espanha, pelo que houve uma reunião magna no dia 12 de Setembro, promovida pela Câmara, para tratar do assunto - simultânea com as realizadas em Terena, Alandroal e Monsaraz -, onde se encontraram os representantes locais dos três estados do reino: clero, nobreza e povo.

FONTE
: http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/o+concelho/historia+e/historia.htm

Séc. XII

O Convento de São Paulo foi erguido a meia encosta da Serra d Ossa pelos monges da ordem de São Paulo Eremita. Alberga actualmente um requintado hotel. Testemunham várias crónicas que o Convento de São Paulo acolheu, durante séculos, figuras célebres como D. Sebastião, D. João IV e D. Catarina de Bragança. Como antigo Convento Palaciano, detém um dos mais notáveis núcleos de painéis de azulejos do país, com temas bíblicos e do hagiológio cristão da autoria de artistas anónimos de Lisboa (século XVIII). Mais de 54.000 frescos, baixos-relevos em terracota e outras preciosidades como a fonte florentina das quatro estações e a Igreja Velha que justificou a sua classificação de interesse público e monumento nacional. (dec..lei 28/82 de 26 de Fevereiro).

 

Fortificação
Séc. XIV


Cerca militar (classificada por Decreto de 2 de Janeiro de 1946 como Monumento Nacional e como Zona Especial de Protecção em 26 de Março de 1962) mandada construir por D. Dinis. A planta tem a configuração de uma elipse irregular murada, de grossa alvenaria, sem cortina ameiada, conservando ainda o adarve, embora parcialmente interrompido. Possui quatro torreões de forma arredondada que protegem o amuramento e duas torres, uma virada a Noroeste, Torre de Menagem, e outra a Sudeste, a da Alcaidaria. Apresenta duas portas torreadas, com arcos góticos: a nordeste fica a Porta da Ravessa ou do Sol, onde existe a marca oficial da vara e do côvado, a que os industriais do pano se tinham de submeter nos mercados e feiras; a sudoeste está a Porta do Postigo, que foi aumentada no período Manuelino, por novo arco de alvenaria de volta plena decorada com o brasão de armas do donatário da vila D. Vasco Coutinho. No parapeito da torre subsiste um antigo relógio de sol. As duas portas estão ligadas pela rua principal medieval, denominada Rua do Castelo, onde funcionou o antigo edifício da Câmara, a Cadeia Comarcã e o Celeiro Comum.





Séc. XVI

O pelourinho, eventualmente correspondente ao tempo do foral novo, de D. Manuel, encontrou-se durante anos diante dos paços do Concelho tendo sido reconstruído, nos anos 30 junto ao Castelo, na Praça D.Dinis. É formado, presentemente, por uma simples coluna estriada, com remate periforme (prováveis elementos originais). Falta-lhe a peanha, que se improvisou com base quadrada repousando em dois degraus de pedra. Está classificado como Imóvel de Interesse Público

 

 

 

Séc. XVI

Situada no extremo norte – ocidental da vila num ponto elevado da antiga tapada de S.Pedro, alcançando-se hoje, por uma escadaria de pedra ordenada pela câmara em 1930. A sua fundação é ignorada, mas conhece-se a sua já existência no ano de 1534. Sofreu transformações profundas no Séc.XVII. A igreja é composta por alpendre, nave, capela mor e sacristia. De planta rectangular distribui-se em alçado de três tramos de arcadas falsas, por banda e tecto de meio canhão liso. Tem um coro moderno e púlpito de caixa de alvenaria.

 

FONTE: http://www.cm-redondo.pt/pt/conteudos/municipio/default.htm


Municipio de Redondo - Photo atual
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