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Os Alpes são um dos grandes sistemas de cordilheiras da Europa e estendem-se da Áustria e Eslovênia, a leste, através da Itália, Suíça (Alpes suíços), Liechtenstein e Alemanha, até a França, a oeste. A palavra "Alpes" vem do latim Alpes, que por sua vez pode estar relacionado com os termos latinos albus ("branco") ou altus ("alto") ou, mais provavelmente, com alguma palavra celta ou lígure.

O ponto culminante dos Alpes é o Monte Branco, com 4.808 m, na fronteira franco-italiana.



SUBDIVISOES

Os Alpes costumam ser divididos em Alpes Ocidentais e Alpes Orientais. A divisão segue a linha entre o lago Constança e o lago Como, ao longo do Reno. Os Alpes Ocidentais são mais elevados, mas sua cordilheira central é mais curta e curvada; localizam-se na Itália, França e Suíça. Os Alpes Orientais, com um cerne mais alongado e largo, pertencem à Áustria, Alemanha, Itália, Liechtenstein, Eslovênia e Suíça. Os pontos culminantes dos Alpes Ocidentais são o Monte Branco, com 4.808 m, o Mont Blanc de Courmayeur, com 4.748 m, o Dufourspitze, com 4.634 m, os outros cumes do grupo do monte Rosa e o Dom, com 4.545 m. O ponto culminante dos Alpes Orientais é Piz Bernina, com 4.049 m.

Alpes Ocidentais (da Ligúria ao Vale de Aosta)
Alpes Lígures (Marguareis, 2.651 m)
Alpes Marítimos (Argentera, 3.297 m)
Alpes Cócios (Monviso, 3.841 m)
Alpes Graios (Monte Branco, 4.810 m)
Alpes da Provença (Trois-Évêchés, 2.927 m)
Alpes do Delfinado (Barre des Écrins, 4.103 m)
Prealpes da Provença (Sainte-Baume, 1.154 m)
Prealpes do Delfinado (Grande Tête de l'Obiou, 2.790 m)
Prealpes da Sabóia (Dents du Midi, 3257 m)
Alpes Centrais (do Vale de Aosta ao Brennero)

Alpes Peninos
Alpes Peninos (Monte Rosa, 4.634 m e Cervino, 4.476 m)
Prealpes bieleses (Maciço do Bo, 2.500 m)
Alpes Lepontinos (Monte Leone, 3.552 m)
Alpes Réticos (Piz Bernina, 4.050 m)
Alpes do Vale Venosta
Grupo do Ortles
Montes Sarentinos
Anaunia
Grupo do Adamello
Dolomitas do Brenta (Cima Tosa, 3.159 m)
Alpes Berneses (Finsteraarhorn, 4.274 m)
Alpes de Glarona
Prealpes Suíços
Prealpes Bávaros
Prealpes Lombardos
Prealpes Oróbios
Giudicarie
Grupo do Baldo
Alpes Orientais (do Brennero à Eslovênia)
Alpes Nóricos (Grossglockner, 3.797 m)
os Altos Tauros
os Baixos Tauros
Prealpes da Estíria
Alpes Julianos (Triglav, 2.769 m)
Alpes Julianos Ocidentais (Jof di Montasio, 2.753 m)
Alpes Julianos Orientais
Caravanche-Bacher/Pohorje (Grintavec, 2.258 m)
Alpes Cárnicos (Monte Coglians, 2.780 m)

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DOLOMITAS

As Dolomitas (em italiano Dolomiti) formam uma cadeia montanhosa dos Alpes orientais no norte da Itália. A área dolomítica estende-se entre as províncias de Belluno - que constitui sua parte mais relevante - Bolzano, Trento, Údine e Pordenone.

O ponto mais alto das Dolomitas é a Marmolada, com 3.343 metros acima do nível do mar. Outros picos importantes são: Piz de Léch, monte Schiara, monte Civetta e monte Antelao.

A dolomita (assim denominada em homenagem ao geólogo francês Déodat de Dolomieu) é um mineral de Carbonato de cálcio e magnésio [CaMg(CO3)2], muito abundante na natureza na forma de rochas dolomíticas, utilizado como fonte de magnésio e para a fabricação de materiais refratários.

Na dolomita existe uma solução sólida entre o magnésio e o ferro. Sendo o extremo em Fe denominado siderita e o extremo em magnésio denominado magnesita.

O mineral é de cor cinza com raias brancas, de brilho vítreo. Tem dureza entre 3,5 e 4,0 na escala de Mohs. Sua densidade varia entre 2,86 e 3,10. Cristaliza no sistema trigonal, geralmente em romboédros.

A origem da dolomita constitui um grande enigma geológico. Ainda não se sabe muito sobre sua gênese. São propostos modelos hidrotermais, com fluidos vindos de grandes profundidades, através de falhas geológicas também muito profundas; origem a partir de interação microbial em ambientes hipersalinos; misturas de águas doce e salgada; entre inúmeros outros.

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Alpes de Gardena e Fassa
Grupo da Marmolada (Marmolada, 3.342 m)
Alpes Ampezzanos e Cadorinos
Alpes do Valsugana e de Primiero
Prealpes Vênetos
Carso
Prealpes de Salzburgo
Prealpes Áustriacos

CORDILHEIRA PRINCIPAL

A cordilheira principal dos Alpes segue o divisor de águas do mar Mediterrâneo até os bosques de Viena (Wienerwald), e passa por muitos dos mais elevados e famosos picos daquele sistema de montanhas. Do Colle di Cadibona até o Col de Tende, corre na direção oeste, até desviar para o noroeste e, em seguida, perto do Colle della Maddalena, para norte. Ao atingir a fronteira suíça, a cordilheira principal segue aproximadamente na direção leste-nordeste até o seu final, próximo a Viena.

PASSOS PRINCIPAIS

Os Alpes não formam uma barreira intransponível; já foram atravessados com propósitos de guerra e de comércio e, mais tarde, por peregrinos, estudantes e turistas. Os locais de travessia, chamados "passos", são depressões nas montanhas que são acessíveis por vales que conectam planícies e zonas pré-montanhosas.


CLIMA

A barreira das montanhas faz com que os ventos levem o ar quente das regiões mais baixas até uma zona mais elevada, onde ele se expande em volume e perde calor, um fenômeno usualmente acompanhado de precipitação na forma de neve ou chuva.

A posição dos Alpes no centro do continente europeu modifica profundamente o clima de todas as regiões circunvizinhas. A acumulação de grandes massas de neve, que gradualmente se converteram em geleiras, mantém uma gradação de climas muito diferentes numa área relativamente pequena. Sua função mais importante é regular a oferta de água potável da grande região que é atravessada pelos riachos provenientes dos Alpes.

GEOLOGIA

Os Alpes foram levantados devido à presão exercida sobre sedimentos da bacia do mar de Tétis, à medida que os seus estratos mesozóico e cenozóico foram empurrados de encontro à estável massa eurasiática pela massa africana, que se movia na direção norte. Isto ocorreu durante as épocas oligocena e miocena. A pressão formou grandes dobras, chamadas "nappes", que subiram do que era o mar de Tétis e pressionaram na direção norte, com freqüência partindo-se e deslizando umas sobre as outras. O Monte Branco, o Matterhorn e os picos elevados dos Alpes Peninos e Hohe Tauern são formados por rochas cristalinas.

A paisagem vista hoje foi formada principalmente por glaciação ao longo dos últimos dois milhões de anos. Pelo menos cinco eras glaciais atuaram para alterar a região, ao formar os lagos e arredondar as colinas de calcário na franja setentrional. As geleiras têm recuado ao longo dos últimos 10.000 anos. Crê-se que, com o término da última era glacial, o clima foi alterado de maneira tão súbita que as geleiras recuaram para as montanhas num período de cerca de 200 a 300 anos.

FLORA

O limite de altitude da vegetação natural é marcado pela presença das principais árvores decíduas - carvalho, faia, freixo e bordo sicômoro (Acer pseudoplatanus). Seus limites superiores, diferentes entre si, correspondem à transição do clima temperado para o frio. Estes limites costumam ser de cerca de 1.200 m acima do mar na face setentrional dos Alpes e de 1.500 a 1.700 m na face meridional.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alpes

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